#ViagemComCerveja | San Diego – parte III (Best Damn Beer Shop, Modern Times, Pizza Port e Stone Brewing)

Acordamos em mais um belo dia em San Diego. Fomos tomar um café da manhã americano no iHop que, apesar de não ter nada de cerveja, vale a dica: ótimo! Panquecas maravilhosas e caldinhas diversas na mesa pra você se deliciar. Hmmm!

Após essa gordice matinal, seguimos com nosso roteiro cervejeiro.

Best Damn Beer Shop
1036 Seventh Ave, San Diego, CA 92101, EUA
www.bestdamnbeershop.com

Partimos para mais uma indicação de amigos na cidade: o Best Damn Beer Shop. Uma loja escondidinha, onde qualquer amante de cerveja pode pirar instantaneamente ao passar pela porta.

Pensa em muitas, muuuuitas opções de rótulos. Apesar de bem pequeno, o lugar abriga uma variedade enorme de cervejas. Pegamos nossa cestinha e mandamos para dentro um 4-pack de Dogfish Head, um 6-pack de latinhas variadas e duas Pliny The Elder.

Fato curioso: quando o Henrique perguntou por esta última cerveja – se você é fã de cerveja, provavelmente já ouviu falar dela – o vendedor disse que havia acabado e, quando foi procurar uma outra (Beachwood Melrose IPA – falaremos dela em outro post ;)) que iria sugerir para levarmos no lugar, TCHARAM! Lá estava ela!

Porém, como nada nessa vida é fácil assim, havia uma limitação de uma garrafa por cliente. O vendedor nos explicou que essa limitação existe para garantir que o maior número de pessoas consiga comprar a cerveja, já que a Pliny é rara e muito procurada.

Apesar de contrariados – queríamos mais garrafas! – achamos justo. Ficamos um bom tempo perambulando pelos corredores da Best Damn Beer Shop, observando os rótulos, os packs e acessórios. Vale muito a pena a visita, pois, além de bastante divertido, os preços são justíssimos.

Heaven is a place on earth with beers.

 

Modern Times
3725 Greenwood St, San Diego, CA 92110, EUA
moderntimesbeer.com

Saindo da loja, voltamos ao hotel para deixar o carro, as compras e pegar um Uber para o nosso próximo destino: a Modern Times.

Mas antes, um dica muito importante para quem está viajando para a Califórnia e pretende comprar cervejas: sempre ande com as cervejas que você comprar na mala do carro. Eles não permitem que se carregue bebidas alcoólicas sem que seja na mala.

Voltando à Modern Times: trata-se de uma cervejaria que também é especializada em café e esse fato por si só já explica o porquê de ser a mais aguardada por mim, Larissa. Amo cerveja, amo café, ou seja, só podia ser o melhor lugar do mundo.

Chegamos lá cedinho, acho que devia ser umas 11h, por aí. A gente estava achando meio loucura ir tão cedo para uma cervejaria, mas, chegando lá, nos deparamos com algumas pessoas já sentadas e degustando suas cervejinhas ao som de música brasileira. SIM, lá estava tocando música brasileira. Uma MPB meio samba, nós mesmos não conhecíamos.

O lugar é todo diferentão. O balcão é feito de livros, há um mural enorme feito de post-its de um lado e, do outro, uma parede coberta por páginas de quadrinhos antigos. Sentamos numa mesinha – na verdade, era um barril meio velho com duas banquetas – e pedimos nossa primeira rodada.

Modern Times: a diferentona.

Eu, Larissa, comecei com a Lomaland Saison e o Henrique com a Underworld Dreams IPA. Perdoem-me agora se o que vou falar é besteira, mas nessa viagem cheguei à conclusão de que americanos não sabem fazer cervejas de estilo belga. Todas que experimentei eram pouco marcantes, até meio insossas, exatamente como foi a Lomaland para mim. A Underworld Dreams do Henrique, por outro lado, estava ótima! Um belo e genuíno exemplar de American IPA.

Partimos para a próxima rodada e dessa vez eu fui naquela que não teria erro: pedi a Black House Coffee Stout on Nitro. Gente, que Oatmeal Stout! Cremosa, torrada, de paladar fácil, com destaque para o café delicioso – e da casa. Um deleite! E por ser “on nitro”, dava aquele efeito cascata reversa da Guinnes, sabe? Coisa linda de se ver – e beber.

O Henrique se empolgou nas lupuladas do lugar e pediu a Blam Blam, outra American IPA. Mais uma vez, uma cerveja que faz jus ao estilo. Ficamos HORAS na Modern Times. E olha que o lugar nem serve petiscos ou outros pratos. As únicas opções de comidas são alguns snacks que você pode comprar no balcão – comemos umas batatinhas deliciosas de jalapeño e mel com mostarda.

Depois da minha Black House Coffee, resolvi experimentar o café gelado da casa, também servido “on tap”. Achei super interessante e muuuito refrescante. Ele vem geladíssimo e sem açúcar, no mesmo copo em que são servidos os chopes.

Com a Black House na mão e o mural de post-it no fundo.

Enquanto estávamos lá, vi muitas pessoas pedindo uma tal de Fruitlands Guava. A princípio, não me interessei muito, mas, quando vi o casal que estava sentado na nossa frente saindo com várias garrafas dessa cerveja para viagem, tive que pedir uma provinha.

Trata-se de uma Gose com um azedinho suave e notas de maracujá e goiaba. Gostei bastante de ter provado, mas como ainda tinha algumas cervejarias para visitar, não quis pedir mais um chope. Se voltasse – voltarei! -, com certeza pediria um copo.

Nosso grand finale foi com a digníssima City of the Dead, uma Export Stout feita com o café da casa e envelhecida em barril de bourbon. SÉRIO, todo mundo que é apaixonado por cerveja PRECISA provar essa um dia. Muito complexa, incrivelmente saborosa e licorosa.

Deixamos a Modern Times com o gostinho da City of The Dead na boca e uma garrafa dela na mão.

Pizza Port Brewery
1956 Bacon St, San Diego, CA 92107, EUA
pizzaport.com

Partimos então para Ocean Beach, onde estava localizada umas das paradas mais especiais que tínhamos planejado: o Pizza Port.

Estávamos especialmente ansiosos para conhecer esse lugar e aqui tenho que admitir uma coisa muito séria: não era pela cerveja. Quando estávamos planejando nossa viagem, esse lugar chamou especialmente nossa atenção pelas fotos de belíssimas pizzas que vimos no Yelp.

Algumas pessoas já tinham indicado o Pizza Port pelas cervejas, mas quando pesquisamos sobre o lugar a pizza tomou o estrelato. E finalmente chegamos lá – gente, idealizamos tanto esse momento hehe!

Pedimos nossa pizza: optamos por meia do sabor Carlsbad – frango, pesto, tomate e corações de alcachofra – e meia de um outro sabor que não lembro e que acabaram trocando por um outro que tampouco lembro o nome, mas sei que era algo meio mexicano, com chilli beans e queijo.

Para acompanhar o nosso delírio gastronômico, eu pedi a session IPA Ponto S.I.P.A. e o Henrique uma American IPA de NOVO, a The Jetty. Sentamos eu, Henrique e nossos chopes para aguardar a pizza.

Pizza Port por dentro.

O lugar é muito maneirinho por dentro, uma coisa bem praia e surf. É aconchegante, bem local sabe. Tinha uns joguinhos daqueles que você pode jogar com ficha. Henrique ficou lá matando uns zumbis e chamando a atenção das crianças que estavam por perto e observavam de boca aberta.

Finalmente a pizza chegou! Nossa! Aquela paixão à primeira vista finalmente se consumou. Apenas digo uma coisa: vá. E vá logo ao Pizza Port. Sério, já vale a passagem, hehe.

De saideira, pedimos a Suavecito Imperial Coffee Stout. A cerveja é boa, mas talvez fosse mais marcante se não tivéssemos acabado de degustar o combo Black House + City of the Dead da Modern Times.

Bem cheios e levemente alcoolizados, decidimos dar um passeio por Ocean Beach e fazer uma hora antes de partirmos para nossa última cervejaria de San Diego: a Stone.

Stone Brewing World Bistro & Gardens
2816 Historic Decatur Rd #116, San Diego, CA 92106, EUA
www.stonebrewing.com

E vai mais um Uber para a conta. Na verdade, saiu muito barato se locomover de Uber, pois sempre pedíamos Uber Pool – aquele compartilhado. Nossa corrida mais cara foi em torno de $15 e todas as outras ficaram por volta de $5, que é a tarifa mínima. Só compartilhamos o carro de fato duas vezes – neste exato trajeto de Ocean Beach para a Stone e da Stone para o hotel.

Enfim, lá fomos nós! A Stone é incrível e foi de longe o lugar mais sofisticado desse nosso roteiro de cervejarias. Ficamos na área externa, que é lindamente decorada. Há aquecedores espalhados – estava um pouco frio – e algumas mesas em que o centro é uma fogueira enorme.

Ficamos aguardando nossa mesa e pedimos nossos primeiro chopes. Eu, a Mocha Double IPA, uma Double IPA – dã – com nuances comuns à Stouts, como sabores e aromas de café e até de chocolate. Incrível. Sinto saudades dela até hoje – e olha que não sou fã de Imperial IPAs em geral. O Henrique começou com a Stone Pale Ale 2.0, uma American Pale Ale bem justa.

Era boa, mas ele ficou invejando a minha, hehe. Quando finalmente sentamos em nossa mesa, nos demos conta de que estávamos empanturrados ainda, afinal, bebemos e comemos o dia inteiro! Insistimos mesmo assim e pedimos um prato de mariscos aperitivos. Sempre quisemos comer esse tipo de “petisco” aqui pelo Rio, mas por algum motivo misterioso sempre adiávamos essa pedida.

eu e minha Mocha Double IPA.

Os mariscos estavam incríveis e o Henrique pediu a Arrogant Bastard Ale, uma American Strong Ale, para acompanhar. Infelizmente, não gostamos da cerveja e pedimos para trocar pela tradicional Stone IPA. Aí sim, casou. Apesar de muito famosa por lá, a Arrogant Bastard não nos marcou. Era uma cerveja meio sem sabor e sem graça. Como só degustamos essa cerveja uma vez, essa foi a impressão que ficou.

Pode parecer meio loucura dizer isso, visto que estávamos em San Diego, num bistrô maravilhoso de uma cervejaria ainda mais maravilhosa – e muito rara por aqui -, mas àquela altura, já estávamos um pouco cansados de beber. E cheios, muuuuito cheios.

Decidimos então encerrar o nosso dia e nossa viagem naquela IPA mesmo. Quem já foi aos parques da Disney vai me entender quando digo que algumas cervejarias lá de San Diego me lembram as atrações desses lugares, em que ao final de cada brinquedo você sai dentro de uma lojinha cheia de merchan irresistível. A da Stone, socorro! Vários modelos de blusas, casacos, copos, bonés, chaveiros e até velas aromatizadas e sabonetes de cerveja. Não saímos de mãos vazias, mas fomos fortes e resistimos à tentação de levar tudo que víamos pela frente.

Pegamos nosso Uber e voltamos ao hotel para descansar para a viagem de volta à Los Angeles que nos aguardava na manhã seguinte. Ficou a saudade e o gostinho de quero mais.

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